fulinaíma

segunda-feira, 19 de março de 2012

todo dia é dia D


Todo Dia é Dia D

desde que eu saí de casa
trouxe a viagem de volta
cravada na minha mão
enterrada no meu umbigo
dentro fora assim comigo
minha própria condução

todo dia é dia dela
pode ser pode não ser
a bro a porta opu a janela
todo dia é dia D

há urubus no telhado
a carne seca é servida
um escorpião encravado
na sua própria ferida
não escapa
só escapo pela porta de saíde

todo dia mais um dia
de amar-te a morte morrer
todo dia menos dia
mais um dia dia D

Torquato Neto

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