segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

projeto Arrabal


Definido os horários para Oficinas no Espaço Físio Teatro - Academia Artefísica, com objetivo de preparar e selecionar atores para as montagens de Fando e Lis e Guernica, ambas do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal. As direções das montagens serão de Artur Gomes e Wilson Coêlho. A direção da Oficina é de Artur Gomes 

Terças e Quintas - das 15 às 18h

Espaço Físio Teatro - Academia Artefísica
Rua Conselheiro José Fernandes, 529 - Av. Pelinca 
maiores informações - contatos - portalfulinaima@gmail.com 
(22)99815-1266   (22)98141-4991

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

juras secretas


Jura secreta 133
O que existe por trás da poesia – o poeta e sua musa


Fosse alguma estrela de Vênus
ou apenas fosse uma Afrodite de Zeus
meus olhos de tigre alcançam
teus olhos dentro dos meus

mesmo em outras galáxias
viajantes de um outro universo
nas asas aladas de um deus

teu corpo me foi prometido
sou filho de quem Prometeu


Artur Gomes 





jura secreta 134

essa coisa sagrada nos mitos
que ainda não tem os olhos de Íris
entre meus músculos elétrica passeia
pelos mares quânticos
em atlânticas equações de meta física
como se em teus nervos 
abrigo procurasse
e se abrindo me entregasse
a flor amora logo abaixo do umbigo


Artur Gomes 
www.juras-secretas.blogspot.com 



jura secreta 135

essa esfinge me devora
fosse Afrodite ou fosse Vênus
fenícia Fênix ou fosse Flora
muito seria de menos
o poema/nuvem em tua boca
como uma Ítaca de Creta
na mitologia sagrada
alguma jura secreta
na carne da Fênix de Fogo
o mar entre as coxas de Hera
o sol nos olhos de Íris
metáfora na ira de um deus
por quê me acordas Electra
se no sonho ainda sou Zeus?


Artur Gomes

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sarau Chico Buarque



Sarau Chico Buarque

SagaraNAgens Fulinaímicas
aqui alguns poemas do livro
https://www.facebook.com/groups/155521691464333/?fref=ts

Dia 7 de novembro 19h no Sarau Chico Buarque, 20 livros 
SagaraNAgens Fulinaímicas, estarão disponíveis para venda.

Sarau Chico Buarque
Espaço Cultural Fulinaíma - SINASEFE 
Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ
https://www.facebook.com/events/982816101741114/

Jura Secreta 45

de Dante a Chico Buarque
todos os poetas
já cantaram suas musas

Beatriz são muitas
Beatriz são quantas
Beatriz são todas
Beatriz são tantas

algumas delas na certa
também já foram cantadas
por este poeta insano e torto
pra lhes trazer o desconforto
do amor quando bandido

Beatriz são nomes
mas este de quem vos falo
não revelo o sobrenome
está no filme sagrado
na pele do acetato
na memória do retrato

Beatriz no último ato
da Divina Comédia Humana
quando deita em minha cama
e come do fruto proibido

arturgomes



link do curta Um Exercício do Olhar
com a música Beatriz, de Chico Buarque na voz de Milton Nascimento, participação de Jiliana Vieira, falando poema de Paulo Leminski

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pontal



“PONTAL” é uma declaração de amor a praia de Atafona, seu rio e seu mar, suas curvas e o pontal.

Sob a forma de recital teatralizado, três pescadores dão início a lida adentrando o mar, onde jogam as suas tarrafas em busca de sustento. Enquanto aguarda os peixes caírem na rede, contam causos, cantam canções, remontam fatos, distraem o tempo e refletem sobre as desventuras da vida e do ambiente e
m que vivem.

Elenco: Yve CarvalhoSaullo de OliveiraSidney Navarro

Iluminação: Rogério Pacheco

Direção: Antônio Roberto Kapi, Yve Carvalho
.
Coletânea Poética: Aluysio Abreu BarbosaAdriana Medeiros de Brito / Adriano MouraArtur Gomes Gumes
Antônio Roberto Kapi.

“Pontal”- Coletânea Poética- na programação em comemoração ao Dia Nacional da Cultura, na data de 31 de outubro de 2015, às 20:00h, no SESI Campos.


Pontal Foto.Grafia

Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras – descobrimento
espinhas de peixe
convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem
                                    mangues em pólvora
                                    Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
                                             Rimbaud - África virgem –
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada 

Atafona.Pontal.Grussaí 


as crianças são testemunhas:
Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
          Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
                          carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
                              penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco 

Atafona.Pontal.Grussaí 


as crianças são testemunhas:
 Mallarmè passou por aqui

bebo teu fato em fogo
                punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
                aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
                sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
                                       plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

Artur Gomes


Publicado na Antologia Internacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Michelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso – 2011 – Publicado na Antologia Poesia do Brasil Vol. 15 – 2012 – Proyecto Cultural Sur Brasil – Editora Grafiti - Faixa do CD Fulinaíma Rock Blues Poesia – a sair




domingo, 4 de outubro de 2015

A poesia pulsa



A poesia pulsa
para Tanussi Cardoso

aqui
a poesia pulsa
na veia
no vinho
no peito
no pulso
na pele
nos nervos
nos músculos
nos ossos

posso falar o que sinto
posso sentir o que posso

aqui
a poesia pulsa
nas coisas
nos códigos
nos sígnos
os significantes
os significados

aqui
a poesia pulsa
na pele da minha blusa
na menina dos olhos da musa
nas pipas nos arcos
nas madrugadas dos bares
descritas num guardanapo
no copo de vinho
na boca de vênus
na bola da vez da sinuca
sangrada pelo meu taco

aqui
a poesia pulsa
nos cabelos brancos de Bacca
na divina língua de Baco

Artur Gomes
FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
www.youtube.com/fulinaima



sábado, 26 de setembro de 2015

SagaraNAgens Fulinaímicas - Artur Gomes - performance e lançamento do livro

DA CARNE DA PALAVRA
Tanussi Cardoso, poeta

Ator, produtor, videomaker e agitador cultural, o poeta Artur Gomes tem assinatura própria. SagaraNAgens Fulinaímicas, seu mais novo livro, repleto de citações a partir do título, é a prova generosa do que afirmo: um inventário da pulsação de sua escritura, uma das mais iluminadas, entre os remanescentes da geração que se inicia nos anos 60-70.

Mesmo mirando certa desconstrução narrativa, o autor semeia as raízes culturais, germinadas naquelas décadas, que desabrocharam como furacão em nossa arte, principalmente vindas da canção popular, com sua palavra cantada, da poesia marginal, da Tropicália, do Concretismo, do poema-postal, da poesia visual, do cinema e, mesmo, dos quadrinhos.

Todo esse caldeirão cultural, todas essas referências e linguagens eram (são) muito próximas: Caetano, Gil, Torquato, Glauber, Leminski, Waly, Gullar, Hilda Hilst... E é desse quadro geracional (e bem lá atrás, Drummond, Murilo Mendes, Bandeira, Cabral, Quintana, Mário, Oswald e Guimarães Rosa - e principalmente -, a trilogia dos malditos: Rimbaud, Baudelaire e Mallarmé, além dos ecos do mestre beat, Allen Ginsberg), é desse manancial criativo que o poeta consegue desarmar o que nele se encontra envolto, de forma atávica, e reafirmar seus próprios tempo e potência, com o refinamento de sua fala.

Ao unir todo artefato onde exista possibilidade de poesia, Artur Gomes habita o lugar entre a palavra e a imagem, ao experimentar os sentidos que lhe chegam, sugando os afluentes existentes nas estruturas tradicionais de nossas artes, e reescrevendo-os a seu bel-prazer, num mix de nostalgia e futuro.

“visto uma vaca triste como a tua cara:
estrela cão gatilho morro
a poesia é o salto de uma vara”

De forma particular, o autor parece nos indicar algo que se confunde com transgressão, mas, ao mesmo tempo, mantém a linha tênue da poesia clássica, ao flertar com um romantismo de tintas fortes, e tocando, igualmente, o surrealismo, com uma violência verbal, que cheira à flor e à brutalidade. Cada poema possui sua própria respiração, pausa e pontuação emocionais. Quem não gostar de sangrar e ir fundo no mais recôndito dos prazeres é melhor não prosseguir na leitura, mas quem tiver coragem de encarar a vida de frente e se deliciar com versos saborosos e extremamente imagéticos, entre no mundo do poeta, de imediato, e sentirá a alegria de descobrir uma poesia a que não se pode ficar indiferente.

“a língua escava entre os dentes
a palavra nova
fulinaimânica/sagarínica
algumas vezes muito prosa
outras vezes muito cínica”

Ainda que não pretenda novas experiências formais, o autor consegue alcançar perspectivas ousadas e radicais, em vários enquadramentos linguísticos, sempre disponíveis para o espanto, já que quando falamos de poesia, tocamos em lados inexatos, onde qualquer inversão de objetividade, e da própria realidade, é sempre bem-vinda. Sua poesia tem muito da desordem, da inobservância de regras, do não sentido, e apresenta um discurso contrário a certo pensamento lógico, fazendo surgir nas páginas do livro, algumas impurezas saudáveis.

“te procurei na Ipiranga
não te encontrei na Tiradentes
nas tuas tralhas tuas trilhas
nos trilhos tortos do Brás
fotografei os destroços
na íris do satanás”

SagaraNAgens Fulinaímicas nos apresenta uma peça de tom quase operístico e, paradoxalmente, para um só personagem: o Amor. E o desenho poético dessa montagem pressupõe uma grande carga lírica, alegórica e, tantas vezes, dramática, ao retratar o som universal da Paixão, perseguindo a imagem ideal dos limites do desejo. Seus versos são movidos por esse sentimento dionisíaco, e por tudo que é excesso, por tudo que é muito, como na música de Caetano.

“te amo
e amor não tem nome
pele ou sobrenome
não adianta chamar
que ele não vem quando se quer
porque tem seus próprios códigos
e segredos”

E indaga e responde:

“até quando esperaria?
até que alguém percebesse
que mesmo matando o amor
o amor não morreria”

Em seu texto, há uma espécie de dança frenética, onde interagem os quatro elementos do Universo – Terra, Água, Fogo e Ar – numa feitiçaria cósmica em contínuo transe mediúnico. Poesia que é seta certeira no coração dos caretas e dos conformados, ao apontar para as possíveis descobertas inesperadas da linguagem, inebriada pela vida, pelo cantar amoroso, pelo encontro dos corpos.

“e para espanto dos decentes 
te levo ao ato consagrado 
se te despir for só pecado 
é só pecar que me interessa”

Dono de uma sonoridade vocabular repleta de aliterações e assonâncias, que remetem à intensa oralidade e à pulsão musical, refletindo no leitor o desejo de ler os poemas em voz alta, o poeta brinca com as palavras, cria neologismos, utiliza-se de colagens originais, e soma ao seu vasto arsenal de recursos, o uso das antíteses, dos paradoxos, das metonímias, das metáforas, dos pleonasmos e, principalmente, das hipérboles, através de poemas de impactante beleza. Esse jogo vocabular, que a tudo harmoniza, transforma a dinâmica do verso, dá agilidade, tensão e ritmo envolventes a uma poesia elétrica e eletrizante. Um bloco de tesão carnavalizante e tropical - atrás de Artur Gomes só não vai quem não o leu.

“quero dizer que ainda é cedo
ainda tenho um samba/enredo
tudo em nós é carnaval”

De forma lúdica e irônica, reconstrói, ou reverte, as intenções de Guimarães Rosa, quando Sagarana se mistura à ideia de paisagens e ao sentido de sacanagens; e às de Mario de Andrade - onde Macunaíma reparte seu teor catártico em poéticas folias, ou em fulias de imagens, ou seja, em fulinaímicas poesias, banhadas de caos e humor.

“é língua suja e grossa
visceral ilesa
pra lamber tudo que possa
vomitar na mesa
e me livrar da míngua
desta língua portuguesa”

Ao seguir de perto o conceito metafórico do processo crítico e cultural da Antropofagia, o artista ratifica seus valores, com sua língua literária, e reafirma o ato de não se deixar curvar diante de certa poesia catequisada pela mesmice e pelo lugar comum, distanciando-se da homogeneidade de certo academicismo impotente e de certos parâmetros poéticos com que já nos acostumamos. De acordo com o próprio autor, revelado em uma entrevista, SagaraNAgens Fulinaímicas é um pedido de bênção a seus Mestres, imbuído do teor catártico que sua poesia contém, como o fragmento do poema que abre o livro:

“guima meu mestre guima
em mil perdões eu vos peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste”

E afirma:

“só curto a palavra viva
odeio essa língua morta
poema que presta é linguagem
pratico a SagaraNAgem
no centro da rua torta”

No livro, os poemas se interpenetram, linguisticamente, libidinosos, doces e cruéis, vampiros de imagens ferrenhas, num aparente jogo de representação, onde o rosto do poeta se mostra e se esconde, de acordo com a mutação e o reflexo de seus espelhos interiores. Seus textos ora afirmam, ora desmentem o já dito, a nos lembrar um de seus ídolos, Raul Seixas, e a sua metamorfose ambulante. Sentimentos contraditórios, como se o autor quisesse, propositalmente, escorregar segredos pelos nossos olhos, ambiguamente, rindo de nós, a nos instigar: “Desnudem a minha esfinge!”

“eu não sou flor que se cheire
nem mofo de língua morta”

Na verdade, sua poesia apresenta vários (re) cortes, várias direções, vários abismos e formas de olhar a vida e o mundo. Como se o verdadeiro Artur se dissolvesse em outros, a cada poema, e essa dissipação o transformasse em alguém improvável, impalpável. Errante. Artur Gomes, ele mesmo, são muitos. E todos nós. Afinal, “o poeta é um fingidor”, ou não?

“a carne que me cobre é fraca
a língua que me fala é faca
o olho que me olha vaca
alfa me querendo beta
juro que não sou poeta”

Tantas vezes escatológico e sensual, numa performance textual que parece uma metralhadora giratória, o seu imaginário poético explode em tatuagens, navalhas, sangue, cicatrizes, punhais, facas, cuspe, pus, línguas, dedos, dentes, unhas, seios, paus, porra, carne, flores e lençóis, como um paraíso construído num inferno, e toca o nosso céu interior, nas ondas de um mar verde escondido em nosso peito. Na nossa melhor alma.

Sem falsos pudores, o autor procura, em seu liquidificador de palavras, misturar o erótico, o profano e o sagrado, com cortes de cinismo e grande dose de humana solidariedade. Equilibrista na corda-bamba, sem rede de proteção, entre razão e delírio, instiga dualidades com seus versos de alta voltagem poética. Com linguagem rebuscada, seu trabalho ultrapassa os limites das páginas do livro, e reverbera como tambor, mesmo após o término de sua leitura.

“a carne da palavra
: POESIA
l a v r a q u e s o l e t r o
todo Dia”

A poesia de cunho social é, igualmente, referência obrigatória em seu trabalho, desde o início de sua carreira literária, marcadamente, em Jesus Cristo Cortador de Cana, de 1979, mas, principalmente, no memorável e premiado O Boi Pintadinho, de 1980. Esses poemas político-sociais, junto ao tema amoroso, também encontramos em outras obras importantes do poeta, como Suor & Cio, de 1985, Couro Cru & Carne Viva, de 1987 e 20 Poemas com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção com Sabor de Campos, de 1990, BraziLirica Pereira: A Traição da Metáforas, de 2000, e se inserem em todos os seus livros posteriores, que culminam agora em SagaraNAgens Fulinaímicas.

Em suas viagens imemoriais, o poeta mistura São Paulo, Copacabana, Búzios, calçadas, origem, chão, mares, cactos, sertão, onde tudo sangra de maneira violentamente bela e sem volta. Só a língua a ser reconstruída em poesia.

“ando por são Paulo meio Araraquara
a pele índia do meu corpo
concha de sangue em tua veia
sangrada ao sol na carne clara”

Artur Gomes sabe que ao escritor cabe proporcionar beleza e prazer. Entende que a poesia existe para expressar a condição humana, tocar o coração e a emoção do outro, e dar oportunidade para que seu interlocutor tenha chances de conhecer-se mais e melhor. E que só há um meio de o poeta conseguir seu intento: cuidar e aperfeiçoar a linguagem. Sempre coerente, Artur Gomes sublinha o essencial de seu pensamento, ratificando em seu trabalho que as duas maiores palavras da nossa língua são amor e liberdade.

“a coisa que me habita é pólvora
dinamite em ponto de explosão
o país em que habito é nunca
me verás rendido a normas
ou leis que me impeçam a fala”

SagaraNAgens Fulinaímicas veio confirmar o que os leitores do poeta já sabiam: Artur Gomes é um artista instigante, um cantador que desafia rótulos. No seu fazer poético, há um desfocar proposital da realidade, onírico e cinematográfico, que mergulha em constantes vulcões, em permanente ebulição – um texto em contínuo movimento. Sua poesia metalinguística, plástica, furiosa, delicada, passional, corporal, sexual, desbocada, invasiva, libertária, corrosiva, visceral, abusada, dissonante, épica é, antes de tudo, a poesia do livre desejo e do desejo livre. Nela, não há espaço para o silêncio: é berro, uivo, canto e dor. Pulsão. Textura de vida. Uma poesia que arde (em) seu rio de palavras.

domingo, 20 de setembro de 2015

SagaraNAgens Fulinaímicas - performance e lançamento do livro


SagaraNAgens Fulinaímicas

a carne da palavra:
poesia 
lavra que soletro todo dia 

Lançamento dia 27/9 - 22h -  no Bar Doce Bar, com performance do seu autor Artur Gomes - Festival Doces Palavras. 

SagaraNAgens Fulinaímicas é o 13º livro de poesia de Artur Gomes, e reúne poemas escritos de 1995 a 2015, está sendo editado artesanalmente por Winston Churchil Rangel e trás um estudo sobre a sua poesia assinado por Tanussi Cardoso. A cada performance realizada,  serão colocados a venda apenas 10 exemplares.

Nestes primeiros 10 exemplares, SagaraNAgens Fulinaímicas, tem na capa,  a foto, Barqueiro do Paraíba, de Dudu Linhares, mas segundo o editor Winston Churchil Rangel, outras imagens poderão ilustrar a capa em tiragens posteriores.

A performance SagaraNAgens Fulinaímicas, é basicamente composta por poemas do livro, mas Artur Gomes, de acordo com o lugar da performance pode inserir poemas de outros poetas, como Paulo Leminski e Torquato Neto, e para o dia 27 promete uma surpresa, interpretando um poema escrito por um de  seus personagens  Federico Baudelaire.

Depois de Campos, SagaraNAgens Fulinaímicas estará  sendo apresentada em Bento Gonçalves-RS durante a semana de realização do XXIII Congresso Brasileiro de Poesia, que acontece de 5 a 10 de outubro. Em Campos voltará a ser apresentada no dia 13 de novembro no SESC.

Dependendo da infraestrutura do espaço, a performance pode ser acrescida do curta de 45 minutos, que mostra um fragmento da trajetória poética áudio visual, de Artur Gomes falando poesia por este Brasil afora. 

aqui os poemas do livro
https://www.facebook.com/Sagaranagens-Fulina%C3%ADmicas-1513219352272123/timeline/

Federika Lispector
Assessoria de Imprensa e Comunicação
Fulinaíma Produções
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1266

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Arte Solidária


Sete Balas Ao Luar
de Paula Vigneron​
Lançamento - Dia 4/9 - 20h
Espaço Cultural Fulinaíma- SINASEFE
Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ



Arte Solidária -
Noite das Virtudes - Sarau Baião de Dois - 14ª Edição
Dia 11 setembro - 19h
Noite das Virtudes. Uma Parábola Sobre o Amor 
e a Honestidade. 

Cia Solidária de Teatro
Texto de Luciana Canela,
mentora Cristina Canela e Direção de Artur Gomes.

Elenco:
Aninha - Luciana Canela 
Irene - Gisele Canela 
Vovô Bento - Artur Gomes
Nosso objetivo com esta Cia é desenvolver projetos
de Arte Solidária em prol da construção da Casa da
Criança.

+ música e poesia + Mostra Cine Vídeo - Curtas

Espaço Cultural Fulinaíma - SINASEFE 
Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacdazes-RJ

obs.: as doações podem ser entregues no SINASEFE - de segunda a sexta das 8 às 17h

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Lar de Débora - Oficina de Teatro



Lar de Débora
Oficina de Teatro
Terças Feiras – Das 17 às 19h
Início: 1 de setembro 2015

Nome:____________________________________

Endereço:__________________________________

_____________Idade:_____Telefone:___________

e-mail:____________________________________

Motivo de Interesse na Oficina:___________________

Cia Solidária de Teatro
Gisele Canela, Luciana Canela, Cristina Canela,
Direção: Artur Gomes
portalfulinaima@gmail.com (22)99815-1266

LAR DE DÉBORA
Rua Cora de Alvarenga, 135
Campos dos Goytacazes-RJ

Cia Solidária de Teatro

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

convite



Sarau Baião de Dois - 13ª Edição
Dia 28 de Agosto a partir das 19h
em comemoração a chegada dos  67 anos de Artur Gomes 
Espaço Cultural Fulinaíma - SINASEFE
Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

https://www.facebook.com/events/862611893792360/

veraCidade 

por quê trancar as portas 
tentar proibir as entradas 
se já habito os teus cinco sentidos 
e as janelas estão escancaradas ? 


um beija flor risca no espaço 
algumas letras de um alfabeto grego 
signo de comunicação indecifrável 
eu tenho fome de terra e esse asfalto 
sob a sola dos meus pés  agulha nos meus dedos 

quando piso na Augusta 
o poema dá um tapa na cara da Paulista 
flutuar na zona do perigo  entre o real e o imaginário 
João Guimarães Rosa Caio Prado Martins Fontes 
um bacanal de ruas tortas 


eu não sou flor que se cheire 
nem mofo de língua morta 
o correto deixei na Cacomanga 
matagal onde nasci 

com os seus dentes de concreto 
São Paulo é quem me devora 
e selvagem devolvo a dentada 
na carne da rua Aurora 


FULINAÍMA Produções
Artur Gomes
portalfulinaima@gmail.com
www.youtube.com/fulinaima
http://artur-gomes.tumblr.com 
(22)99815-1266 (22)98141-4991

terça-feira, 11 de agosto de 2015

sarau baião de dois - 13º edição

Sarau Baião de Dois - 13ª Edição
Dia 28 de Agosto a partir das 19h
Espaço Cultural Fulinaíma - SINASEFE
Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

VeraCidade 1

as vezes vivo esta cidade
com o meu ser insano e torto
quase sempre cafajeste
as vezes visto esta cidade
e esta cidade não me veste
ela me quer cachorro morto
e eu sempre fui cabra da peste

Artur Gomes
https://www.facebook.com/events/862611893792360/
http://artur-gomes.tumblr.com


FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
www.youtube.com/fulinaima


noite das virtudes


Cia Solidária de Teatro – apresenta:
Noite das Virtudes
Uma Parábola Sobre o Amor e A Honestidade
Dia 29 de Agosto - 19:00h

Encenação:
Personagens: Aninha – Luciana Canela
Irene – Gisele Canela
Vovô Bento- Artur Gomes
Texto: Luciana Canela
Direção: Artur Gomes
Ingressos: R$ 15,00


Lar de Débora – Rua Cora de Alvarenga, 135
Campos dos Goytacazes-RJ
Campanha em prol da construção da Casa da Criança e do Idoso
https://www.facebook.com/events/1456306794674150/

segunda-feira, 10 de agosto de 2015



Em momentos de emoção, falo pouco, para falar poesia, e foi o que fiz, na última noite 5 de agosto no Centro de Convenções da UENF, ao receber das mãos do deputado Geraldo Pudim, Moção de Congratulações e Aplausos pelos serviços prestados a Poesia e a Cultura.

Ao Geraldo Pudim, os parabéns pela iniciativa do Projeto, e aos grandes amigos Chico de Aguiar e Péris Ribeiro o agradecimento por ter sido incluído em uma lista de pessoas que jamais poderiam passar esquecidas pela Cidade onde nasceram, ou a escolheram para viver.


as crianças são testemunhas: Mallarmé passou por aqui

Fulinaimagem
1
por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais

e a minha língua fosse
só furor dos canibais
e essa lua mansa fosse faca
a afiar os verso que ainda não fiz
e as brigas de amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto
que a argamassa do abstrato

por enquanto
vou te amar assim admirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos

2
o que trago embaixo as solas dos sapatos
é fato
bagana acesa sobra o cigarro é sarro
dentro do carro
ainda ouço jimmi hendrix quando quero
dancei bolero sampleando rock and roll
pra colher lírios há que se por o pé na lama
a seda pura foto síntese do papel
tem flor de lótus nos bordéis copacabana
procuro um mix da guitarra de santana
com os espinhos da rosa de Noel

artur gomes
TV Fulinaíma

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná